| O
livro Gente que mora dentro da gente de Jonas Ribeiro
(Editora Dimensão) encanta crianças e adultos. As ilustrações
são atraentes e sorridentes: corações, gatinhos e
bonequinhos encantadores chamam a atenção do pequeno leitor
que imagina novas histórias a partir dos desenhos. Os adultos se
encantam com a linguagem delicada e com as metáforas e reflexões
que a história suscita.
"Já
pensou se nós formos contar todas as pessoas que moram em nosso
coração? A conta nunca ia terminar, não é?
- pergunta o autor na contra-capa.
Na
escola, o livro pode levantar discussões, despertar emoções
e trabalhar os relacionamentos entre as pessoas. Atualmente vivemos num
mundo de violências em que as próprias crianças já
sofrem as conseqüências não podendo brincar livremente
e andando assustadas. Conversar sobre o respeito ao outro e a importância
da solidariedade pode ajudar a superar a violência e construir um
mundo melhor. É um livro que fala de sentimentos e nos faz pensar
em tudo que está ao nosso redor.
O livro na escola:
Antes
de contar a história, explore o título. As crianças
que já escrevem podem listar quem mora no seu coração
e o porquê. Para as que ainda estão em fase de alfabetização
pode ser feita uma lista coletiva com nomes mais gerais tipo pai,
mãe, irmãos...
Conte a história e explore as imagens: em que elas se relacionam
com o texto, o que despertam...
Falar sobre
as emoções sempre é bom. Pode ajudar a turma
a se conhecer melhor e histórias importantes das vidas das
crianças podem chegar até o professor.
Dependendo da faixa etária, várias palavras no texto
serão desconhecidas das crianças (raças, ancestrais,
cidadão, etiqueta...). O significado pode ser descoberto no
contexto da história e o dicionário também pode
ser usado para tirar dúvidas e formular ou esclarecer conceitos.
Após a leitura e exploração do livro, as crianças
podem desenhar a partir de certas passagens da história ou
a partir das discussões e sentimentos que o livro despertou.
A reescrita
da história pode produzir bons textos e desenvolver a habilidade
de escrita em várias faixa-etárias.
A história também pode servir de fonte de inspiração
para outras histórias: incentive seus alunos e ajude-os a desenvolver
a criatividade com sugestões e idéias.
É importante lembrar que nada disso será interessante
se o próprio mediador não se encantar com a história.
Afinal, como despertar o prazer da leitura se você não
o sente?
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