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As dores do amor romântico de Fernanda Young
Por Adriana Chavez
Fernanda Young (Rio de Janeiro, Brasil, 1 de maio de 1970) é escritora, e, ao lado do marido, Alexandre Carvalho, também roteirista, de cinema (o filme "Bossa Nova") e televisão (a série global "Os Normais"). Além de, na vida pessoal, mãe das gêmeas Estela May e Cecília Madonna. Nascida na cidade de Niterói, Fernanda Young teve sua formação literária constituída durante a travessia da Baía de Guanabara ou ônibus. Dedicou-se aos livros com avidez, na busca de aperfeiçoamento, influências e distração. Autores como Heminghway, Fitzgerald, Shakespeare, Gerald de Nerval, Thomas Mann, Balzac, Saramago, Graciliano Ramos, Machado de Assis e Fernando Pessoa misturam-se, com naturalidade, a Sidney Sheldon, Cassandra Rios e V.C. Andrews. A filosofia também sempre esteve em sua cabeceira. Fernanda cursou Letras na Universidade Federal Fluminense, Jornalismo na Hélio Alonso e Rádio e Televisão na FAAP, mas não chegou a completar nenhum curso. Como escritora, é autora de “Carta para alguém bem perto”, “As pessoas dos livros” e “Aritmética”, entre outros.
As dores de Fernanda Young
"Dores do amor romântico" é o primeiro livro de poesia de Fernanda Young e, prevê a escritora, o único. Por este e outros motivos, trata-se de uma obra rara, na qual o herói é o voluntarioso amor, exposto com toda a sua coragem, precipitação e, claro, dor. Um duelo onde ninguém é poupado. Há quem ache que fazer poesia é muito fácil. Certamente Fernanda Young não é uma dessas pessoas, mas o faz como se fosse. Usando e abusando de gírias, palavrões e coloquialismo. Com capa ‘modernosa’ feita de borracha, a obra não é a mais marcante da autora e nem será. Talvez esteja certa por saber que “poetar” não é pra todos, mas o que não deixa de ser uma pena para quem quer saber o que passa pela cabeça mirabolante dela.
É inegável que Fernanda é uma das mais promissoras escritoras de sua geração. A autora não se considera uma poetisa, no entanto, qualificar como ruim sua produção poética também não é possível, porque a explícita visceralidade se põe a prova, dá a cara pra bater. As Dores do Amor Romântico desvenda com poucas rimas e muito sentimento o universo da autora e mergulha em seu universo permitindo-nos explorar sensações e identificar-nos com momentos pelos quais todos os apaixonados passam.
YOUNG, Fernanda. Dores do amor romântico. Rio de Janeiro, 2005. Ed. Ediouro, 232 pp.
Adriana Chavez, revisora de textos literários, atuante no meio editorial infantil, estudante de Letras com ênfase em Literatura, na Universidade Bandeirantes de São Paulo. Minha maior paixão são as palavras, seja por meio de leitura ou escrita.