Pedro Nava nasceu em Juiz de Fora (MG) em 5 de junho de 1903. Seu pai, médico, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Com a morte do pai, sua mãe retornou para Juiz de Fora. Nava morou lá até que sua avó morreu. Depois disso, mudou-se com sua mãe e quatro irmãos para Belo Horizonte. Passou a estudar em um colégio inglês, o Anglo Mineiro. Mais tarde, sua mãe conseguiu que ele fosse estudar como interno no Colégio Pedro II no Rio de Janeiro. Na década de 20, entretanto, já estava de volta à Belo Horizonte e, em 1924, fez parte do grupo mineiro que lançou a primeira publicação do movimento modernista do Estado: A Revista. Além de escrever, Pedro Nava desenhava e ilustrou livros e revistas, como a capa do livro Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, e Macunaíma, de Mário de Andrade.
Em 1927 formou-se em Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Passou, então, a trabalhar no interior de Minas Gerais: "Clínico de roça, fui médico, operador e parteiro (...). Entrei em todas as casas, desde a choça do sertão e do barraco dos morros aos solares dos ricos e aos palácios presidenciais. Vi todas as agonias da carne e da alma. Todas as misérias do pobre corpo humano." Em 1933, Nava foi para o Rio de Janeiro e trabalhou em diversos hospitais até ser chefe da Policlínica Geral. Tornou-se um médico de renome em todo o país. Publicou dezenas de artigos em revistas científicas e dois livros sobre medicina. Depois da construção de um anfiteatro (com seu próprio dinheiro, diga-se de passagem) na Policlínica, Pedro Nava passou a organizar debates, cursos e palestras sobre sua área: Reumatologia. Em 1975 começa a entrar em crise: escreve uma carta-aberta suicida e demite-se da Policlínica. Aposenta-se e passa a ter crises de depressão. No dia 13 de maio de 1984, suicida-se em uma rua da cidade do Rio de Janeiro.
(Valéria de Oliveira - Junho/03)
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