A cada dia a
poesia tem ganhado mais espaço no coração dos
leitores e nas prateleiras de livrarias de todo o Brasil. Apesar de
muitos acharem o contrário, a publicação de poesia
tem sido freqüente e marca espaço na literatura brasileira.
É claro que sabemos que não há espaço
para todos. Muitos poetas acabam bancando do próprio bolso
a publicação de seus poemas pois não conseguem
espaço nas grandes editoras. Também há publicações
pelas editoras que não conseguem sequer chegar a uma segunda
edição. Entretanto, esses são problemas também
estão relacionados à questão da venda de livros
no Brasil que ainda é pequena e isso atinge também outros
estilos literários.
A
revista Entrelivros número 28 trouxe um artigo
de André Seffrin, "A órbita dos versos", em
que aparecem as publicações de 13 novos poetas brasileiros.
Segundo Sefrin, a maioria desses poetas "combina inteligência
técnica e sentimento religioso". Esse sentimento religioso
"parece ser uma das marcas mais explícitas de grande parte
dos poetas que publicaram seus livros no Brasil destes últimos
meses". Vale conferir o artigo de André Seffrin e, claro,
os livros que ele analisa. São eles:
* "Almádena"
de Mariana Ianelli pela Editora Iluminuras;
* "A estalagem
do som" de Elizabeth Veiga pela Editora Bem-Te-Vi;
* "Ante-sala"
de Astrid Cabral também pela Editora Bem-Te-Vi;
* "A rua
do padre inglês" de Everardo Norões pela Editora
7Letras;
* "As águas
glaucas " de Pedro Xisto pela Editora Berlendis & Vertecchia;
* "Diário
de sabedoria" de José Alcides Pinto pela Editora Forgráfica;
*
"Estudos para o seu corpo" de Fabrício Corsaletti
pela Editora Companhia das Letras;
* "Mais
que sempre" de Luís Antônio Cajazeira Ramos pela
Editora 7Letras;
* "O orvalho
e os dias" de Nilton Resende pela Editora Edufal;
* "Os fantasmas
tropicais " de Bernardo de Mendonça pela Editora Graphia;
* "Signos
Errantes " de Geraldo Falcão pela Editora Calibán;
* "Um pequeno
sistmea de incerteza" de Marcello Sorrentino pela Editora 7Letras;
* "Meu filho,
minha filha" de Fabrício Carpinejar pela Editora Bertrand
Brasil.
Podemos perceber
que há diversas editoras apostando na poesia brasileira. Mas
muitas ainda são de pequeno porte e mais regionalizas isso
muitas vezes dificulta que os leitores tenham acesso a esses livros
e muitos outros. Agora é a hora dos leitores brasileiros valorizarem
a poesia, comprando os livros e depois divulgando-os entre os amigos.
O que vocês acham?
Valéria
de Oliveira Alves
01/09/07