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Centenário de nascimento de Mário Quintana
"As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitado as terras mais estranhas... Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou. Uma vida não basta apenas ser vivida: também precisa ser sonhada" (Caderno H, pág. 166)
Dia 30 de julho de 2006 faz 100 anos que nasceu o poeta Mário Quintana. Sua obra está sendo reeditada pela Editora Globo e volta às livrarias. A Editora Nova Aguilar também organizou a poesia completa do escritor. É uma grande oportunidade para quem ainda não conhece a obra do poeta gaúcho. O leitor além de ter mais acesso à sua obra, já começa a encontrar artigos literários nos principais jornais e revistas do país sobre a vida e obra de Quintana. A revista Entrelivros de abril (n° 12), por exemplo, traz uma excelente matéria sobre o poeta e lembra que "Apesar da idolatria no Rio Grande do Sul, Quintana ainda não é considerado um poeta maior além-fronteiras". Está na hora mesmo de Mário Quintana deixar de ser apenas designado como poeta gaúcho e ganhar notoriedade nacional. Até por que sua obra não é regionalista como afirma Tania Franco Carvalhal, organizadora da obra completa do escritor na revista Entrelivros (pág. 49):
"Quintana não é poeta regional, pois sua poesia não é localista. Também ainda não é nacional por não ter uma recepção uniforme no país. Prefiro dizer que Quintana é um poeta universal porque sua poesia fala a todos, e expressa a condição humana, explorando a reflexão sobre a vida e sobre a morte. Vejo que o relançamento de seus livros deve contribuir para a difusão do poeta no Brasil".
Quem quiser ler mais sobre a obra do escritor pode também encontrar dois novos livros: "Mário Quintana, poeta gaúcho e universal" (Casa de Cultura Mário Quintana) e "Mário Quintana desconhecido?" (Editora Brejo) ambos do também poeta e amigo do escritor Armindo Trevisan.
O Sitedeliteratura não poderia deixar de prestar essa homenagem ao nosso grande escritor. Leia aqui sobre sua vida, obra e sobre o famoso livro Caderno H.
"Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras" (Caderno H, pg. 76)
Valéria de Oliveira Alves