Este não é um artigo ou uma resenha literária. Digo
isso, para não esperarem nenhuma análise literária com
termos técnicos, citações ou coisas assim. É
apenas uma experiência de leitura que resolvi compartilhar com vocês.
Li o livro em 2001, registrei as minhas impressões de forma bem resumida,
mas ele não me saiu mais da cabeça. O livro de Oscar Wilde
é extremamente interessante. Sua história questiona a beleza,
a juventude, os valores morais. Pelos seus diálogos percebemos questionamentos
sobre a vida e nossa atuação nela.
Dorian Gray é um rapaz belíssimo da alta sociedade. Ele posa
para um amigo que é pintor: Basil Hallward. O retrato fica belíssimo
e ao vê-lo Dorian exprime o desejo de que o quadro pudesse envelhecer
e ele continuar eternamente com seu rosto jovem. Mal sabe ele que seu desejo
é atendido e que sua vida sofrerá muitas mudanças.
Com as influências de um amigo, Lorde Henry, Dorian se torna egoísta,
devasso e mau. No entanto, seu rosto continua com os traços angelicais
dos seus 18 anos. Da boca do personagem Lorde Henry percebemos como Oscar
Wilde via a vida e o autor declara em seu prefácio que "Vício
e virtude representam para o artista a matéria prima da sua arte".
O início do livro se arrasta. Os diálogos, pensamentos e sentimentos
das personagens são longos e profundos. Não há muita
ação. Quando Dorian descobre que seu desejo foi atentido e
o retrato está se transformando, o livro ganha mais ação.
A descoberta do quadro é um momento suprime. Só ao ver estampado
na pintura todas suas experiências de vida, Dorian percebe tudo o que
fez na vida. Seus questionamentos são longos e Oscar Wilde descreve
seus traços psicológicos de forma muito elaborada: seus conflitos,
desejos, sua visão de mundo.
É um livro que nos faz pensar sobre a juventude, o valor da beleza
na sociedade, a vaidade e o caráter das pessoas. Vale a pena superar
o início lento do livro para chegar ao final, que, claro, não
vou contar. Para quem gosta de ver obras literárias nas telas, o livro
já foi filmado e pode ser encontrado nas locadoras que possuam obras
mais antigas. De vez em quando também é possível vê-lo
nas sessões de madrugada das grandes emissoras. É ficar atento...
Dados sobre o livro:
A capa acima é da Editora Martin Claret (Coleção a obra-prima
de cada autor). Minha edição é de 1999, mas a obra foi
publicada pela primeira vez em 1891! Não foi bem recebida pela crítica
que considerava a obra "envenenadora dos costumes". Hoje é um dos
maiores livros da literatura mundial.
Valéria de Oliveira Alves
29/05/04
Sitedeliteratura
© 2002 - 2005 : Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução
do conteúdo deste site
em qualquer meio de comunicação,
eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do SitedeLiteratura.com