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Obra inédita de Mary Shelley chega ao Brasil: "O último homem"
 

O ÚLTIMO HOMEM - The Last Man - de Mary Shelley chega pela primeira vez ao Brasil e em edição bilíngüe. Conhecida pela famosa obra "Frankenstein", a escritora britânica teve essa obra inédita lançada em 2007, quando se completaram 210 anos do nascimento da autora.

Resgatar a obra O ÚLTIMO HOMEM (The Last Man), de Mary Shelley foi a melhor pedida da Editora Landmark, especializada em grandes clássicos da literatura mundial, após publicar PERSUASÃO, de Jane Austen e O MORRO DOS VENTOS UIVANTES, de Emily Brontë. É um presente para os leitores ávidos por novidades no gênero ficção-científica.

Neste livro, escrito em 1826, e publicado na Inglaterra em três volumes, a escritora britânica Mary Shelley constrói uma visão do futuro, descrita a partir de um manuscrito profético. Ambientado no século XXI, o romance O ÚLTIMO HOMEM (The Last Man) é narrado por Lionel Verney, o único sobrevivente que conta a história dos últimos momentos da humanidade, destruída por uma praga que mata, gradualmente, homens e mulheres. Entre os seis personagens da trama podemos encontrar uma verossimilhança entre Lorde Byron e Percy Shelley, amigo e marido respectivamente, cristalizados sob forma fictícia em Lorde Raymond e Conde Adrian. O ÚLTIMO HOMEM (The Last Man), escrito e publicado logo após a morte do marido da autora, é um conto de fadas para adultos, com cenas de batalhas vividamente descritas, mortes por pragas incuráveis e amores ardentes, no qual Mary Shelley reinventa o que ela lamenta ser a perda de todas as características de qualidade na literatura. O balonismo, por sua figura simbólica que remete a razão e ao progresso científico de seu tempo, e, sobretudo, à Revolução Francesa, é o tema tecnológico central descrito no livro. Ao contrário da comum associação do gênero a termos e invenções futuristas, é notável a ausência de tais elementos na trama criada pela autora. A obra também influenciou grandes escritores de ficção-científica e deu início a um movimento cujos expoentes são H. G. Wells, Asimov e Arthur C. Clark.

Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851), mais conhecida por Mary Shelley, escritora britânica, casa-se com o poeta Percy Shelley, expoente do Romantismo ao lado de Byron. Sua obra mais famosa é Frankenstein, ou Moderno Prometeu, escrita entre 1816 e 1817. O romance obteve grande sucesso e gerou um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental. Após o casamento de Mary com Percy, mudaram-se para a Itália, onde Mary perde seus dois filhos, além do marido em 1822, lançando-a num período de recolhimento. Mary organiza a vasta produção poética do marido e ainda encontrou tempo para produzir outras obras, contudo sem a mesma qualidade de Frankenstein. Sua produção literária esteve por muitas décadas, ofuscada pela relevância da obra poética de seu marido, fato que a crítica especializada tem revisto, vislumbrando-se características que acabaram por influenciar toda uma geração de escritores. Em 1826, Mary produz o que a crítica considera sua melhor obra O ÚLTIMO HOMEM, pioneira da ficção-científica que influenciou toda uma geração de escritores deste gênero na Inglaterra.

(Release da Editora)

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