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Projeto Terça Poética

08 de agosto: Max Moreira e Marco Llobus

Por José Aloise Bahia*

O projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas – realização Suplemento Literário de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado, apoios culturais Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão –, apresenta na próxima terça-feira, dia oito de agosto de 2006, às 18h30, nos jardins internos do Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG, entrada franca, um encontro ao duplo com os poetas Max Moreira e Marco Llobus.

Max Silva Moreira nasceu em 19 de junho de 1963, em Coronel Fabriciano, Vale do Aço, Minas Gerais. Viveu a infância em Conselheiro Lafaiete e Juiz de Fora. Mudou-se para Belo Horizonte em 1978, de onde saiu após concluir em 1988 o curso de Psicologia, na FUMEC, para João Monlevade, MG. Em 1998, retorna a Belo Horizonte, onde reside atualmente. Trabalha com psicologia clínica e também na área de saúde pública. Escreve ensaios. Estréia com Alarido (poesia, anomelivros, BH, MG, 2002). Tem inédito o livro de poemas Mar Sensível. Max Moreira apresentará leituras múltiplas, mesclando poemas de Alarido e Mar Sensível.

Marco Llobus nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 12 de abril de 1971. Começou na música em 1997, como letrista e vocalista da banda Magister Lúdico. Criador dos saraus de poesia: Lagoa do Nado e Uivos da Noite, este no Centro de Cultura São Bernardo, região norte de Belo Horizonte, onde hoje trabalha como curador do local. Articulador de ações culturais, visando à ocupação, criação e revitalização de espaços públicos. Pesquisador da cultura popular em Minas Gerais, fotógrafo, violeiro, pintor, artista plástico e poeta. São várias as faces criativas num mundo de cores de Llobus, assim como são vários os seus pseudônimos: Deusmanu, Joaquim Nabuco, Austregésilo, Marco Lobo. Participa da antologia O Achamento de Portugal (anomelivros, BH, MG, 2005). Marco Llobus, inquieto por natureza, fará leituras de poemas inéditos.

O projeto Terças Poéticas receberá no mês de agosto de 2006: o lendário grupo Vírus Mundanus (poetas Jimi Vieira, Júlio Emílio Tentaterra e Sidney do Carmo) e homenagem a Paulo Leão e dia 29 o grupo A Parada (jovens poetas Chico Lopes, Deivid Junio, Flávio Gonçalves, Marco Anhapoci e Valquíria Rabelo) e homenagem a Álvares de Azevedo. Dia 15 de agosto não haverá edição do projeto Terças Poéticas.


Subjetivação dos fios
(para uma Oficina de nós)

Fio de prumo,
nylon esticado
atado ao chumbo.

Fio de Ariadne,
de cabelo e lã.

Fio da meada,
fio do discurso.

Fio condutor,
do pensamento.

Fio terra,
um fio fixo.

Fio mãe,
fio maravilha,
fio isolado,
fio nu.

Fiofó.

Horas a fio,
tantos desvios,
labirinto de nós.

Max Moreira, Alarido (anomelivros, BH, MG, 2002)


Retrato

Pra mim
Fotografar um palhaço
É terrível

Ver o homem
Não ver a criança

Para mim
Fotografar um palhaço
Foi terrível

Ver a maquilagem
Não me ver criança

Pra mim
É terrível
Fotografar um palhaço

Não ser criança
Ver que a fantasia... já se foi


Marco Llobus, O Achamento de Portugal (anomelivros, BH, MG, 2005)


* José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG). Jornalista, ensaísta e escritor.
Autor de Pavios Curtos (poesia, anomelivros, 2004) e Em Linha Direta (dissertação, no prelo).
Para entrar em contato com ele: josealoise@terra.com.br

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