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Projeto Terças Poéticas apresenta Fabrício Carpinejar
e homenagem a Carlos Nejar e Maria CarpiJosé Aloise Bahia*
O projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas – realização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, através da parceria entre o Suplemento Literário de Minas Gerais e a Fundação Clóvis Salgado, apoios culturais Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão –, apresenta na próxima terça-feira, dia 30 de maio de 2006, às 18h30, nos jardins internos do Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG, entrada franca, um dos mais conhecidos poetas brasileiros da atualidade, o gaúcho Fabrício Carpinejar, e homenagem a seus pais poetas Carlos Nejar e Maria Carpi.
Carpinejar, Fabrício Carpi Nejar, poeta e jornalista, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), nasceu em Caxias do Sul (RS) no dia 23 de outubro de 1972. Torcedor colorado. É autor dos livros “As Solas do Sol” (Bertrand Brasil, 1998), “Um Terno de Pássaros ao Sul” (Escrituras Editora, 2000), objeto de referência no The Book of the Year 2001 da Enciclopédia Britânica, “Terceira Sede” (Escrituras Editora, 2001), “Biografia de uma Árvore” (Escrituras Editora, 2002), “Caixa de Sapatos” (Companhia das Letras, 2003), “Cinco Marias” (Bertrand Brasil, 2004), “Como no Céu” e “Livro de Visitas” (Bertrand Brasil, 2005). E “O Amor Esquece de Começar” (Bertrand Brasil, 2006), que será lançado após sua performance no projeto Terças Poéticas.
Sendo um dos poetas mais conhecidos e premiados da atualidade, Fabrício Carpi Nejar, filho do imortal Carlos Nejar e da também poeta Maria Carpi, mesmo morando em São Leopoldo, cidade próxima a Porto Alegre, conseguiu romper as fronteiras da aldeia, sendo publicado e divulgado no Brasil e no exterior, comparecendo a encontros de literatura que acontecem por todo o país. E ainda recebendo manifestações de autores nacionais como Ana Miranda, Millôr Fernandes, João Gilberto Noll, Manoel da Costa Pinto, que escrevem sobre a obra de Carpinejar, também editor do blog www.carpinejar.blogger.com.br, além do site pessoal, no qual consta a sua biobibliografia completa www.carpinejar.com.br.
Fabrício Carpinejar fará uma apresentação com as liberdades naturais de que precisa para apresentar a poesia ao vivo, em uma performance que tanto aproxima que mistura a vida com a escrita e a escrita com a vida, um fio, cruzando poemas de sua autoria a poemas de Carlos Nejar e Maria Carpi.
O projeto Terças Poéticas apresenta os convidados de junho de 2006: dia seis – o poeta mineiro Renato Negrão e homenagem a Jarbas Medeiros; dia 20 – o poeta paranaense Ricardo Corona.
NA ETERNIDADE, NINGUÉM SE JULGA ETERNO.
Aqui, nesta estada, penso que vou durar
além dos meus anos, que terei
outra chance de reaver o que não fiz.
Se perdoar é esquecer, me espera o pior:
serei esquecido quando redimido.Não me perdoes, Deus. Não me esqueças.
O esquecimento jamais devolve reféns.A claridade não se repete. A vida estala uma única vez.
Carpinejar, Fabrício. “Biografia de uma Árvore” (Escrituras Editora, 2002)
Não me acendi,
mas podes deixar,
eu me apago sozinho.Carpinejar, Fabrício. “Como no Céu e Livro de Visitas” (Bertrand Brasil, 2005)
* José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG). Jornalista, escritor, apropriador neoísta e experimentador dos belos pães e iguarias doces da Panificadora Centenário de Oliveira, MG. Torcedor do Cruzeiro. No inverno, usuário de conhaque. Apreciador das obras de Mondrian, Iberê e Poteiro. Autor de Pavios Curtos (poesia, anomelivros, 2004) e Em Linha Direta (dissertação, ainda no prelo). E-mail de contato: josealoise@terra.com.br.